Saiba o que você deve analisar para ajustar o orçamento e fazer seu salário render mais, aumentar o lucro dos seus investimentos e acertar seu planejamento para transformar seus sonhos em realidade.Foi num momento crítico que o paulistano Regis Folco, hoje com 41 anos, se deu conta de que era hora de rever seu projeto de vida. O ano era 2008 e Regis havia acabado de ser demitido do cargo de gerente de marketing regional para América Latina da Telefônica. A reação natural seria tentar a recolocação, mas o executivo chegou à conclusão de que era hora de assumir que a vida corporativa já não o fazia feliz.

“Já tinha algum tempo que eu sentia que não me encaixava mais naquele sistema. Eu ia trabalhar todo dia e, quando a porta do elevador fechava, me perguntava o que estava fazendo ali.”

Com o empurrão dado pelas circunstâncias, Regis tomou coragem para dar uma guinada e, em 2009, fundou um grupo de humoristas especializados em stand-up comedy.

“Fiz um reset de carreira. Meu MBA, minha graduação em engenharia metalúrgica na Escola Politécnica da USP, minha experiência executiva não serviam de nada nesse novo caminho. Comecei do zero de novo”, diz ele.

Bancar a mudança de rumos exigiu privações. “Vendi meu apartamento, meu carro e comprei uma moto. Durante dois anos, voltei a morar na casa dos meus pais”, diz. O objetivo era fazer as reservas financeiras renderem ao máximo até se estruturar na nova carreira, além de incluir no orçamento o investimento em cursos de roteiro, interpretação e improvisação.

“Abri mão de um padrão de consumo e de sonhos materiais para me realizar profissionalmente.”

Projetos como comprar um apartamento amplo num bairro nobre de São Paulo e adquirir carros caros ficaram para trás, enquanto Regis identificou seu nicho de trabalho ao abrir a Cia. de Comédia Corporativa, especializada em números humorísticos para eventos empresariais. Em 2013, o empreendedor cultural esteve prestes a empatar os ganhos da época em que era executivo, o que foi impossibilitado pelos efeitos da crise sobre os eventos corporativos. Agora ele projeta para 2018 a recuperação do padrão de vida.

“Posso até estar ganhando menos, mas não me arrependo, porque estou muito mais feliz”, diz ele.

(…)
Leia a matéria completa na Revista Você S/A, edição de outubro de 2016.

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