Diz o Regis que queria ter feito Publicidade. Mas saiu do Bandeirantes e entrou direto na Engenharia da Poli-USP, onde se deu conta que sua vida não seria um comercial de margarina. Ali, ele até se formou, sofrendo e chorando. E depois nunca exerceu a profissão. Fugiu desesperado para marketing, estratégia e outras tábuas de salvação disponíveis para engenheiros no mundo corporativo.

Fez MBA na USP e na França, cursos na ESPM e FGV. Pra quê? Ninguém sabe dizer.

Inquieto, inconformado e inconsequente, continuava a querer da vida mais do que cargos, salários e posses. Foi por isso que faliu sucessivas vezes.

Em 2008 largou tudo para recomeçar, diz ele. Na verdade sabemos que foi demitido e que aproveitou o empurrão pra descer ladeira abaixo.

Nessa época, já se apresentava com seu grupo de humor, Meuteunoseu, que com esse nome obsceno nunca conseguiu se apresentar em Igrejas. Fizeram temporadas de sucesso em grandes teatros e bares e tiveram até um Blog no R7. Hoje, sabe-se que tudo foi pura sorte.

Nessa nova vida artística, enquanto fazia stand up comedy como vários outros mendigos da cidade, ao menos correu atrás de estudar teatro, cinema, TV, palhaço, improvisação, comédia.
Mais tarde, viria a se apaixonar pela arte de escrever roteiros e pós graduou-se no assunto pela FAAP.

E foi todo esse caminho que o conduziu a diversos projetos de sucesso. Sucesso futuro, já que até agora, nada.

Ironicamente, foi justamente o rejeitado mundo corporativo que acabou enxergando valor em suas divertidas palestras, recheadas por sua experiência metade careta, metade artística e metade matemática. E assim, foi criada a Cia de Comedia Corporativa.

Hoje, Regis Folco é Palestrante, Roteirista, Ator, Humorista e o que mais lhe interessar ser.

O curioso é ver como pode isso tudo fazer sentido. Vai entender.

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